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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

INCOMPLETO

                                                                                     
















Sou um poeta sem poesia,
E às vezes riso sem alegria.
Às vezes verso sem fantasia,
Eu sou saudade sem nostalgia.

Sou um poema sem verso e prosa,
Sou vendaval sem ventania.
Sou sem roseira espinho e rosa,
Sou solidão sem noite fria.

Sou desespero sem gritaria,
Sou abandono sem agonia.
Tranqüilidade sem calmaria,
Eu sou braveza sem valentia.

Sou falta de ar sem asfixia,
Barco sem leme e cego sem guia.
Floresta sem árvore e alma vazia,
Sou só sem você, sem noite e nem dia.


Willian Marques – 30/03/2010.
           wmo@oi.com.br

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